ÍNDIOS AWÁ GUAJÁ


Conhecer e fotografar os índios Awá-Guajá foi um sonho realizado. Uma experiência e tanto. De passagem por São Luis/MA, ventilou-se uma possibilidade de conhecermos uma tribo indígena, no noroeste do Estado. Contatamos com a FUNAI e partimos da capital do regue brasileiro, indo direto para o posto da FUNAI, na cidade de Santa Inês, a procura do contato e do tão sonhado momento.
Viajamos três horas por estradas perigosas, cheias de curvas e ladeiras, até chegarmos às margens do rio Caru, já de noitinha. Pegamos uma canoa chamada Avoadeira e, do outro lado, pisamos nas terras dos Awá-Guajá. Andamos um quilômetro e já estávamos no acampamento da Fundação Nacional do Índio, onde nos alojamos. Depois do jantar – cozido de peixe com farinha bem grossa - sentamos na varanda.
Quando começamos a prosar, chegaram dois índios falando em Tupi-Guarani, dizendo que fizeram a takaia para a cerimônia de “Ohó iwa-beh” (em português “viagem para o céu”). Estávamos com sorte, pois a nossa permanência seria de apenas uma noite e uma manhã, e sabíamos que esse ritual se tornara raro para os Awá. Portanto, um presente dos Deuses, deles.
Pegamos o equipamento e fomos à tribo, numa noite de lua nova e um céu cheio de estralas. Ao chegarmos, negociamos com o cacique que teríamos de interferir em alguns momentos, usando uma lanterna pequena e um flash embutido para termos um pouco de luz. Fotografamos e voltamos maravilhados com o que vimos e clicamos. Na manhã, bem cedo, voltamos e completamos a nossa permanência, registrando os aspectos da tribo e de sua gente.
Os Guajá, que vivem na pré-Amazônia brasileira, constituem um dos últimos povos caçadores e coletores do Brasil. Além dos aldeados pela FUNAI, um certo número de Guajá vive na floresta, sem contato permanente com a nossa sociedade. Eles se autodenominam Awá, termo que significa “homem” ou “pessoa”. Os Awá-Guajá em contato permanente vivem no noroeste do estado do Maranhão, nas Terras Indígenas Alto Turiaçu e Caru, ambas já demarcadas e homologadas, estabelecendo um terreno contínuo, em tese menos sujeito às invasões.
Família Guajá: Ao longo de sua vida, tanto um homem quanto uma mulher podem ter vários matrimônios.






Eles se adaptaram a uma nova estratégia de subsistência, mas, a caça de animais ainda faz parte de seus costumes.






Aqui, um Guajá exibindo sua caça.















Na cerimônia religiosa, quando os homens penetram o céu, lá se encontram com os seus antepassados e outras entidades espirituais.













Apesar do aumento da população, os Guajá estão sujeitos a um futuro incerto.








O primogênito da tribo Awá.


Interior de uma morada Gaujá.









Mãe e filho posam para foto.

Um comentário:

Sill Scaroni disse...

Maravilhosas fotos e uma experiência inesquecível.
Parabéns.
Sill